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Como usar corretamente o hífen na nova ortografia

Você sabe quando usar o hífen na nova ortografia?

Esse sinal gráfico, representado pelo traço (-), é um dos que mais sofreram alterações com o novo acordo ortográfico, que entrou em vigor em 2009 e foi oficializado em 2016.

O hífen tem várias funções na língua portuguesa, como formar palavras compostas, ligar pronomes oblíquos ao verbo, separar sílabas e fazer a junção entre prefixos e outras palavras.

Neste artigo, você vai aprender as principais regras e os exemplos do uso do hífen no novo acordo ortográfico, para não errar mais na escrita.

Neste Artigo

Regras gerais do uso do hífen

As regras gerais do uso do hífen se aplicam aos casos em que o hífen é usado para formar palavras compostas, locuções, nomes de lugares, espécies botânicas e zoológicas, encadeamentos vocabulares e palavras com os advérbios bem e mal.

Veja a seguir as regras e os exemplos:

  • Usa-se o hífen nas palavras compostas por justaposição, ou seja, quando os elementos se juntam sem alteração fonética. Exemplos: couve-flor, ano-luz, arco-íris.
  • Usa-se o hífen nos nomes de lugares que se iniciam com grã, grão ou que sejam ligados por artigos. Exemplos: Grã-Bretanha, Grão-Pará, Baía de Todos-os-Santos. Outros nomes de lugares não levam hífen. Exceção: Guiné-Bissau.
  • Usa-se o hífen nas espécies botânicas e zoológicas. Exemplos: amor-perfeito, tamanduá-bandeira, pimenta-do-reino.
  • Usa-se o hífen nas palavras compostas cujo primeiro elemento são os advérbios bem ou mal e os elementos que se seguem se iniciam com a letra h ou com vogal. Exemplos: bem-humorado, bem-amado, mal-assombrado. Contudo, no caso do advérbio bem, há palavras cujos elementos se iniciam com consoante em que o hífen é empregado, embora com o advérbio mal não sejam. Exemplos: bem-criado, mas malcriado.
  • Usa-se o hífen nas palavras compostas com os elementos além, aquém, recém e sem. Exemplos: além-fronteira, aquém-mar, recém-casado, sem-teto.
  • Usa-se o hífen nos encadeamentos vocabulares, ou seja, nas palavras formadas pela ligação de dois ou mais vocábulos. Exemplos: ponte Rio-Niterói, rodovia Rio-Santos, austro-húngaro.

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Regras do uso do hífen com prefixos

As regras do uso do hífen com prefixos se aplicam aos casos em que o hífen é usado para fazer a junção entre prefixos ou elementos que podem funcionar como prefixos e outras palavras.

Exemplos de prefixos são: anti, co, extra, hidro, micro, etc.

Veja a seguir as regras e os exemplos:

  • Usa-se o hífen quando o prefixo termina com a mesma vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: micro-ondas, auto-observação, semi-interno.
  • Usa-se o hífen quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com as letras h ou r. Exemplos: pré-história, super-homem, sobre-humano, hiper-resistente, inter-relação, super-revista.
  • Usa-se o hífen quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com a mesma consoante com que termina o prefixo. Exemplos: sub-bibliotecário, tele-entrega, inter-racial.
  • Usa-se o hífen com os prefixos circum e pan quando o segundo elemento começa com vogal, h, m ou n. Exemplos: circum-ambiente, pan-americano, pan-africanismo.
  • Usa-se o hífen com os prefixos ex, vice e sota. Exemplos: ex-mulher, vice-presidente, sota-piloto.
  • Usa-se o hífen com os prefixos pós, pré e pró, quando são acentuados. Exemplos: pós-moderno, pré-escola, pró-europeu.
  • Não se usa o hífen quando o prefixo termina com vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: agroindustrial, antiaéreo, autoestrada, coautor, infraestrutura, plurianual.
  • Não se usa o hífen quando o prefixo termina com consoante e o segundo elemento começa com vogal. Exemplos: hiperativo, interestadual, superinteressante, subaquático.
  • Não se usa o hífen quando o prefixo termina com consoante e o segundo elemento começa com consoante diferente. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superproteção, subterrâneo.
  • Não se usa o hífen quando o prefixo termina com vogal e o segundo elemento começa com s ou r, devendo essas consoantes serem duplicadas. Exemplos: antissocial, contrarregra, minissaia, ultrassom.
  • Não se usa o hífen com o prefixo co, mesmo quando o segundo elemento começa com a vogal o. Exemplos: coordenar, cooperar, cooperação.

Regras do uso do hífen com pronomes oblíquos

As regras do uso do hífen com pronomes oblíquos se aplicam aos casos em que o hífen é usado para ligar pronomes oblíquos átonos (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes) ao verbo.

Veja a seguir as regras e os exemplos:

  • Usa-se o hífen na ênclise, ou seja, quando o pronome oblíquo vem depois do verbo. Isso ocorre quando o verbo está no imperativo afirmativo, no gerúndio, no infinitivo impessoal ou no final da frase. Exemplos: Diga-me a verdade. Estou vendo-o agora. É preciso respeitar-se a lei. Amei-te muito.
  • Usa-se o hífen na mesóclise, ou seja, quando o pronome oblíquo vem no meio do verbo. Isso ocorre quando o verbo está no futuro do presente ou no futuro do pretérito. Exemplos: Dir-lhe-ei tudo. Falar-te-ia mais tarde.
  • Não se usa o hífen na próclise, ou seja, quando o pronome oblíquo vem antes do verbo. Isso ocorre quando há palavras que atraem o pronome para antes do verbo, como conjunções, pronomes relativos, advérbios, etc. Exemplos: Não me diga isso. O livro que se perdeu era meu. Aqui se faz, aqui se paga.

Conclusão

O uso do hífen na nova ortografia pode parecer complicado à primeira vista, mas com um pouco de atenção e prática, é possível dominar as regras e os exemplos desse sinal gráfico.

O hífen tem várias funções na língua portuguesa, como formar palavras compostas, ligar pronomes oblíquos ao verbo, separar sílabas e fazer a junção entre prefixos e outras palavras.

Neste artigo, você aprendeu as principais regras e os exemplos do uso do hífen no novo acordo ortográfico, que entrou em vigor em 2009 e foi oficializado em 2016.

Esperamos que este artigo tenha sido útil e esclarecedor para você. Se você tiver alguma dúvida ou sugestão, deixe seu comentário abaixo.

Obrigado pela leitura e até a próxima!

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